Meu perfil
BRASIL, Sudeste, VITORIA, Mulher, de 20 a 25 anos



Arquivos
 28/01/2007 a 03/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 06/08/2006 a 12/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 09/07/2006 a 15/07/2006
 02/07/2006 a 08/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006

Outros links
 Zema Ribeiro
 Vírgula e Reticências
 Blônicas
 Tati Bernardi
 Bom Procê
 Krusti
 Xico Sá
 Atentado ao Pudor
 Conjunções e Advérbios (O NOVO BLOG)




.: Entrego-me a uma espécie de invasão :.
 


Em homenagem aos meus amigos do Maria da Graça... JJ e a Jaque, que nos contou sobre O Dia da Doninha. (Maria da Graça é uma brincadeira da qual participamos, e os dois dizem que vão patenteá-la,hah)

 

 

A vida é uma incógnita. Andamos alienados com nossas interrogações, aguardando o grande momento em que um dia tudo em nós e no mundo será desvendado.

À procura de segurança, tentamos desvendar o outro. Queremos saber em que chão pisamos... nossos traumas interiores nos impedem a ousadia. Manias! Queremos ler pensamentos, queremos entrar no outro, sufocar seus desejos, descobrir os seus planos e acabar com o mistério... tudo pela infeliz necessidade de se sentir seguro e sólido. Não temos paciência para  possibilidades. Tudo tem que acontecer conforme planejamos e os que estão ao redor têm que brincar de adivinhação para entrar nas nossas peripécias diabólicas. Adoramos ser misteriosos. É excitante. Nós podemos ser...  mas os outros, não!­

Ser metódico é virtuoso e, tantos métodos para o bem estar têm nos levado à mesmice: orgasmo só na mesma posição.Café só na caneca verde. Dormir só com o  travesseiro de estimação. Homem bonito é o bombado. Mulher boa é a gostosa. Sentar só no puff rosa. O cabelo tem que ser o que a moda dita,  etc.

Temerosos, não nos lançamos ao novo, ao desconhecido, ao improvável. Claro! Os padrões nos dão subsistência suficiente para que adequados a eles, tudo sairá conforme esperamos - assim nos enganamos.

 

Existimos como  a lenda americana “O dia da Doninha”: acordamos em dias exatamente iguais e tentamos, desesperadamente, procurar um meio para que possamos mudar o seu curso  e assim, sairmos da maldição - a mesmice.

 



Escrito por Donna Oliveira às 17h47
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]