Meu perfil
BRASIL, Sudeste, VITORIA, Mulher, de 20 a 25 anos



Arquivos
 28/01/2007 a 03/02/2007
 21/01/2007 a 27/01/2007
 14/01/2007 a 20/01/2007
 07/01/2007 a 13/01/2007
 31/12/2006 a 06/01/2007
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 10/09/2006 a 16/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 06/08/2006 a 12/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 09/07/2006 a 15/07/2006
 02/07/2006 a 08/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 18/06/2006 a 24/06/2006

Outros links
 Zema Ribeiro
 Vírgula e Reticências
 Blônicas
 Tati Bernardi
 Bom Procê
 Krusti
 Xico Sá
 Atentado ao Pudor
 Conjunções e Advérbios (O NOVO BLOG)




.: Entrego-me a uma espécie de invasão :.
 


Cara menina

 

O acontecimento que a cercou fez-me refletir sobre os rumos que a vida toma e os sustos que ela nos dá. Ela, a vida, pregou mais uma de suas peças, e esta gostaria de chamar de “livramento”.

 

A morte tentou te tocar. Fez sombra no teu caminho. Bravamente tu a venceste. Agora carrega contigo seqüelas dessa batalha. Por um triz você quase emudeceu... igualmente como estamos emudecidas  uma com a outra há mais de um ano. Se tivesse partido menina, o remorso tomaria conta de mim. Não sei em que errei. Só sei que erramos. Essa sensação não é confortável, por isso, peço perdão.

 

Vivíamos fases distintas. Era tudo tão embaralhado dentro de nós... meus olhos se turvaram e não mais enxerguei você. Com tudo isso nosso elo de amizade se quebrou, e felizmente a “quase morte” o integrou novamente.

 

As marcas que teu corpo recebeu não são motivos de complexo e tristeza, são os sinais do livramento que Deus te deu. Ele com sua misericórdia infinita poupou sua alma. Vamos menina! Veja pelo lado bom.

 

Com esse fato, fiquei indagando a respeito do intuito da “quase morte” física. E resolvi acreditar que ela é um puxão de orelha em pessoas como nós, que achamos que temos a vida toda para pedirmos perdão, a vida inteira para tentarmos perdoar... a vida toda para nos enganarmos. Não aparamos as arestas e os fiapos em nossos corpos, que negligentemente furam a nossa alma. Vivemos assim: adiando resoluções de questões pendentes e evitando mudanças. Isto porque o medo e a acomodação adoram parasitar em nós, nos levando a um miserável empobrecimento humano. Acentuando a nossa fraqueza e sedução pela auto-enganação. A “quase morte” é uma alerta na tentativa de sarar essas deficiências que nos assolam.

 

Antes que fatalidades aconteçam para nos sacolejar; vamos agir! Não precisamos de feridas para despertar. Não precisamos da morte para avaliar. Não precisamos da ação divina para aprender a perdoar. Nego-me a sentar, esperar e comprovar que todo mal traz um bem.

 

 

 



Escrito por Donna Oliveira às 01h05
[] [envie esta mensagem
]



 
  [ Ver arquivos anteriores ]